- Porque me traíram?
Nem sempre é apenas sobre ti.
Há escolhas e atitudes dos outros que são responsabilidade deles.
Ainda assim, pode ser um convite a olhares com mais clareza para quem escolhes e para os sinais que, por vezes, ignoras.
- Porque mentiram?
A mentira pertence a quem a diz.
Mas também pode ser um convite a confiares mais na tua intuição e no que sentes para além das palavras.
- Porque me abandonaram?
Há partidas que doem e não precisam de ser justificadas.
Ainda assim, cada pessoa tem o seu caminho, e nem todos ficam para sempre.
O importante é não te abandonares a ti própria.
- Porque só encontro pessoas difíceis?
Nem tudo é projeção, mas há padrões que se repetem até serem compreendidos.
Olhar para dentro ajuda-te a escolher diferente, sem carregar o peso do que não é teu.
- Porque gritam comigo?
O comportamento do outro é da responsabilidade dele.
Mas a forma como te posicionas pode ensinar os outros a respeitar os teus limites.
- Porque me ofendem?
Ninguém tem o direito de te diminuir.
Ainda assim, fortalecer o teu valor interno ajuda-te a não absorver o que não te pertence.
Nem tudo é contra ti, mas nem tudo é sobre ti.
A vida traz experiências que pedem consciência, mas também pede discernimento.
Há momentos de acolhimento e momentos de limite.
Crescer é saber a diferença.
O que emanas influencia o que atrais, mas o que aceitas define o que permanece.
Permite-te viver com presença e verdade.
Assumir o teu caminho é um ato de consciência, mas respeitar-te é um ato de amor.
E é nesse equilíbrio que começa o verdadeiro despertar.
Adriana Monteiro