21 de março de 2026

Diálogo com o meu Eu Superior

Diálogo com o meu Eu Superior

- Porque me traíram?
Nem sempre é apenas sobre ti. 
Há escolhas e atitudes dos outros que são responsabilidade deles. 
Ainda assim, pode ser um convite a olhares com mais clareza para quem escolhes e para os sinais que, por vezes, ignoras.
- Porque mentiram?
A mentira pertence a quem a diz. 
Mas também pode ser um convite a confiares mais na tua intuição e no que sentes para além das palavras.
- Porque me abandonaram?
Há partidas que doem e não precisam de ser justificadas. 
Ainda assim, cada pessoa tem o seu caminho, e nem todos ficam para sempre. 
O importante é não te abandonares a ti própria.
- Porque só encontro pessoas difíceis?
Nem tudo é projeção, mas há padrões que se repetem até serem compreendidos. 
Olhar para dentro ajuda-te a escolher diferente, sem carregar o peso do que não é teu.
- Porque gritam comigo?
O comportamento do outro é da responsabilidade dele. 
Mas a forma como te posicionas pode ensinar os outros a respeitar os teus limites.
- Porque me ofendem?
Ninguém tem o direito de te diminuir. 
Ainda assim, fortalecer o teu valor interno ajuda-te a não absorver o que não te pertence.
Nem tudo é contra ti, mas nem tudo é sobre ti.
A vida traz experiências que pedem consciência, mas também pede discernimento.
Há momentos de acolhimento e momentos de limite.
Crescer é saber a diferença.
O que emanas influencia o que atrais, mas o que aceitas define o que permanece.
Permite-te viver com presença e verdade.
Aprender, desaprender e escolher de novo faz parte do caminho.
Assumir o teu caminho é um ato de consciência, mas respeitar-te é um ato de amor.
E é nesse equilíbrio que começa o verdadeiro despertar.

Adriana Monteiro 



15 de março de 2026

Conversas com Deus

Eu: Olá, Deus.
Deus: Olá minha querida Alma
Eu: Sinto que me estou a desmoronar. 
Parece que me estou a partir em mil pedaços. 
Podes ajudar-me a colar tudo de novo?
Deus: Prefiro não o fazer.
Eu: Mas porquê?
Deus: Porque tu não és um objeto que se partiu; não és um puzzle para ser montado.
Eu: E todos estes fragmentos da minha vida que estão a cair ao chão?
Deus: Deixa-os estar. Caíram por um motivo. 
Permite que fiquem aí algum tempo e, mais tarde, decides se algum deles ainda faz sentido na tua vida.
Eu: Tu não compreendes! 
Sinto um rasgo cá dentro! 
Dói tanto que parece insuportável.
Deus: Na verdade, tu é que ainda não percebeste. 
Não te estás a destruir; estás a transcender. 
O que sentes são as dores do crescimento. 
Estás finalmente a libertar-te de situações e de pessoas que apenas te atrasavam.
Deus: Essas peças não estão a cair por acaso. 
Estão a abrir espaço para o que é real. 
Relaxa... Respira... e deixa ir o que já não te serve. 
Para de te agarrar ao que já não te pertence.
Eu: Mas se eu deixar ir tudo isto... o que é que sobra de mim?
Deus: Sobrará a tua essência. O que tens de melhor.
Eu: Tenho medo de mudar.
Deus: Ouve bem: tu não estás a mudar... estás a revelar-te
Estás a tornar-te naquilo que és.
Eu: E quem sou eu, afinal?
Deus: Estás a tornar-te na luz que eu criei! 
Alguém feito de coragem, alegria, compaixão e graça. 
Criei-te para algo muito maior do que esses adornos superficiais a que te agarraste por medo. 
Quero que sejas quem nasceste para ser. 
E vou repetir-te isto as vezes que forem precisas, até que te lembres.
Eu: (Suspiro)... Lá se foi mais um pedaço.
Deus: Sim. Deixa-o ir.
Eu: Então... não estou a rasgar-me por dentro?
Deus: Não. Estás a rasgar a escuridão, como o romper da aurora. É um novo dia. 
Estás finalmente a chegar a ti.

Adriana Monteiro