16 de abril de 2026

Decreto de Maturidade e Disponibilidade Afetiva

Decreto de Maturidade e Disponibilidade Afetiva

Hoje escolho estar presente na minha vida como adulto.
Reconheço que, durante muito tempo, procurei fora aquilo que me faltava dentro. Hoje deixo essa procura.
Ninguém tem de me salvar, curar ou completar.
Assumo a responsabilidade pelo que sinto.
Dou espaço ao meu vazio, sem fugir dele.
Olho para a minha história com respeito. Aos que vieram antes de mim, digo,
Vejo-vos.
Agradeço o lugar que me deram.
E agora, devolvo o que não é meu.
As dores, as perdas, as traições e as solidões.
Fico apenas com o que me pertence.
Liberto-me de lealdades invisíveis e de ligações que me mantinham preso a relações difíceis, ausentes ou impossíveis.
Em relação aos meus pais, tomo o meu lugar de filho.
Deixo de ser apoio, companhia ou substituto.
Fico apenas como filho.
E, a partir daqui, abro-me a relações entre iguais.
Onde posso dar e receber.
Onde não preciso de me perder para ficar.
O meu coração pode ir devagar.
Não precisa de provar nada.
Apenas estar disponível.
Se for para amar, que seja com verdade, respeito e realidade.
E, pouco a pouco, permito-me ser feliz.
Assim é.
Adriana Monteiro 

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