13 de abril de 2026
Quando sentires que precisas de controlar tudo, Pára.
Há momentos em que a vida não se resolve com mais esforço, nem com mais respostas.
Resolve-se com rendição, com confiança e com o lugar certo dentro daquilo que nos antecede.
Quando sentires que precisas de controlar tudo, Pára.
Volta a ti e diz estas palavras:
Hoje renuncio à ilusão de querer compreender tudo.
Deixo cair o controlo da mente e entrego-me à sabedoria profunda do meu sistema familiar, que vê mais longe do que eu.
Reconheço que muitas das minhas dificuldades não são erros, mas movimentos de cura, forças invisíveis a reorganizar o que foi interrompido, excluído ou negado.
Inclino-me perante a vida como ela é.
Sem resistência.
Sem negociação.
Recebo cada acontecimento como parte de uma ordem maior que a minha mente não precisa de dominar para que o meu coração possa aceitar.
Aceito o meu destino e o dos meus antepassados, exatamente como foi e como é.
Sem correções.
Sem julgamentos.
Sem querer mudar o que já encontrou o seu lugar no tempo.
Liberto-me da necessidade de controlar resultados, de antecipar caminhos, de garantir desfechos.
Confio na força que sustenta os que vieram antes de mim e que, através deles, também me sustém.
Tomo o meu lugar.
Nem maior, nem menor.
E ao fazê-lo, permito que a vida flua, que o peso se redistribua e que os caminhos se abram sem esforço.
Estou disponível para o novo, mesmo quando não o compreendo.
Confio que tudo o que chega carrega em si um sentido maior, ainda que invisível aos meus olhos.
Isto é. Só é.
E eu consinto.
Gratidão
Guarda estas palavras.
Volta a elas sempre que sentires necessidade de controlar, antecipar ou resistir.
Lê devagar. E permite que façam o seu caminho em ti.
Sente antes de tentar compreender.
Adriana Monteiro
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